O BORDER COLLIE

é uma raça fantástica!

Uma das características marcantes desses cães é a entrega incondicional ao seu dono e respectiva família.
É muito interessado em seus desejos ou ordens, que preferencialmente devem ser dados em voz baixa, pois os modos agressivos ou muito rudes não são do seu agrado.

Muito disciplinado e com uma inteligência acima da média, necessita estar frequentemente em atividade tanto física, quanto mental. O Border gosta de ocupação.

Normalmente se dá muito bem com outros cães, que são boas companhias para os que passam algum tempo sem os donos. Caso não conviva com outros cachorros, é interessante deixá-lo com “distrações” (brinquedos, ossos) a disposição durante o tempo que passa sozinho.

Para os que vivem em apartamento é importante também o passeio diário!

A velocidade de aprendizado da raça é impressionante! O estímulo mental é sempre bem vindo! O border parece estar sempre disposto a aprender. Isso contribui muito para seu brilhante desempenho em prática de esportes (agility, freesbie) e pastoreio.

Adora atenção e é muito afetuoso! No entanto é importante socializá-lo desde filhote. Caso isso não ocorra, os adultos podem tornar-se mais reservados com pessoas e cães que não conhecem.

Enfim, resumidamente, um border collie precisa de companheirismo, atenção, alguma atividade física e mental e muito amor!

Passe um tempinho com o seu Border Collie todos os dias e será recompensado com um maravilhoso companheiro.

Padrão Oficial

NOTA:
os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

Saúde e Genética

Antes da aquisição de um filhote, além da identificação com a raça e com o criador, é importante informar-se sobre doenças de maior prevalência na raça escolhida e, principalmente, se há o controle das mesmas por parte do canil de origem de seu filhote.

Neste link, estão resumidas as principais afecções que podem acometer o border collie caso não haja um controle genético responsável e adequado na seleção de matrizes e padreadores utilizados no plantel.

É importante salientar que todos os nossos cães são testados e livres de quaisquer desses males, garantindo, portanto, a mesma isenção em nossos filhotes.

CEA (Collie Eye Anomally)
CEA (Collie Eye Anomally)

A hipoplasia de coróide é um distúrbio ocular de caráter genético recessivo. É marcada pelo desenvolvimento anormal da coroide, região abaixo da retina, responsável pela irrigação sanguínea dos olhos. Geralmente é uma afecção diagnosticada com o animal ainda muito jovem, não havendo cura ou tratamento.

O diagnóstico pode ser feito em animais com 5 a 8 semanas de vida, com o exame de fundo de olho feito por uma oftalmologista veterinário. Alguns animais podem ter alteração leve da coróide e manter a visão normal durante a vida, porém são animais com potencial para produzir ascendentes afetados com gravidade maior. Em outros casos pode se apresentar de maneira grave, com a presença de colobomas, com possíveis hemorragias no interior dos olhos, podendo causar déficit importante de visão, sendo rara a perda total da mesma.

TNS (Trapped Neutrophil Syndrome)
TNS (Trapped Neutrophil Syndrome)

É caracterizada pelo defeito no transporte dos neutrófilos (células de defesa), tornando o organismo incapaz de combater infecções. A sobrevida desses animais é baixa e os sintomas apresentados vão depender do local da infecção.

Podem ser facilmente confundidas com doenças virais como parvovirose. Seu diagnóstico é difícil, sendo frequente a anorexia, vômitos, diarreia sanguinolenta ou outros sinais de acordo com a localidade da infecção. 

CL (Neuronal Ceroyd Lipofucinosis)
CL (Neuronal Ceroyd Lipofucinosis)

A Neuronal Ceroyd Lipofucinosis é um distúrbio de depósito lisossômico em diversas células do corpo do animal, levando a neurodegeneração progressiva, principalmente no sistema nervoso e olhos, resultando em deficiência neurológica grave e a morte precoce

Os cães afetados são normais ao nascimento e começam a apresentar os sintomas com 1 a 2 anos de idade. Os principais sintomas são perda de coordenação motora com convulsões, declínio cognitivo e alterações de comportamento. Pode ocorrer também deficiência visual. Não há tratamento ou cura para a doença.

Displasia coxofemoral
Displasia coxofemoral

Displasia coxofemoral (DCF) é uma doença hereditária e consiste em lassidão/frouxidão da articulação do quadril e desenvolvimento de osteoartrose, sendo a doença ortopédica mais comum em cães.

Afeta diversos mamíferos, entre eles os cães, gatos e os humanos. Os cães são mais comumente afetados, sem predisposição para sexo ou porte, apesar de haver relatos de alta prevalência em raças grandes e gigantes (Bernese, Boxer, Golden, Pastor Alemão, Larador, Rottweiller, Pug, Bulldogs, etc.).

 

Os sinais da displasia coxofemoral geralmente se manifestam com a redução da atividade do animal associado a graus variados de dor articular. Esses sintomas costumam aparecer entre 4 meses e 1 ano de idade. Animais jovens tendem a ter uma marcha alterada e andar “rebolado”, colocando os membros posteriores mais à frente e deslocando a força de apoio para os membros anteriores. Outra manifestação consiste no “andar/pulo de coelho”, em que o animal displásico corre movendo as duas pernas juntas.

Com a progressão da doença, o cão tende a ter dificuldade de levantar após sentar ou deitar, subir escadas, além da dor à manipulação da articulação também ser comum. A doença é progressiva e muitas vezes limitadora de atividades (incapacitante) – a dor é um dos limitantes para a movimentação normal -, mas alguns cães apenas apresentam um pequeno desconforto apesar das anormalidades articulares.

O tempo é um fator importante. As estruturas do quadril, entre elas as articulações coxofemorais, não estão maduras em filhotes e jovens, o que prejudica um diagnóstico confiável precoce.

Animais com sobrepeso em geral apresentam 46% mais displasia que animais que tem uma dieta restrita e se encontram dentro do peso ideal. Alimentar os cães para limitar o peso é aconselhável. Esta ação, no entanto, não altera a susceptibilidade genética para a DCF.

O método de diagnóstico radiográfico preliminar é realizado a partir dos 12 meses de idade, com avaliação definitiva a partir dos 24 meses.

A raça Border Collie, atualmente se encontra na 98ª posição do ranking da OFA de animais com displasia com um total de 13,2% dos animais avaliados considerados displásico. Sendo que, levando em consideração apenas os animais nascidos entre 2006-2010, esse número cai para 7,9%.

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